
O pós-luxo se traduz no essencial. Houve um tempo em que o luxo era medido pelas réguas da raridade, exclusividade, opulência ou preço. O pós-luxo acredita que o verdadeiro luxo está nos locais, nos momentos e nas vivências impactando de forma ética e positiva o seu entorno a partir de valores justos e coerentes.
Fernanda Halston, fundadora do termo pós-luxo, estabeleceu cinco filtros para reconhecer produtos e serviços dentro desta filosofia: a qualidade da matéria-prima, a atemporalidade, a originalidade, a autenticidade ou o propósito maior e o valor justo.
Quando traduzimos esses filtros para nossa arquitetura e interiores pensamos em ambientes e empreendimentos projetados com materiais legitimados pela excelência comprovada. Pensamos também na recusa de tendências, de tudo que é temporário e inconstante, em favor de soluções que permitam que os projetos envelheçam bem.
A originalidade nos provoca a propor soluções autorais, únicas, em vez de repetir o que já é comum no mercado. A autenticidade, por sua vez, é o filtro que ancora nosso projeto no mundo. Que recusa a arquitetura apátrida em favor de uma arquitetura que respeita o contexto, o local, o clima e principalmente, a nossa cultura. Uma arquitetura que não serve à vaidade, mas que transforma e preocupa genuinamente com quem frequenta os espaços.
Por fim, o valor justo aparece quando não estigmatizamos nenhum material. Esse filtro depende de julgar os materiais única e exclusivamente por critérios como desempenho, durabilidade, comportamento ao longo do tempo e adequação ao contexto. É saber avaliar cada um por sua eficiência técnica e composição visual.
Ao aplicar esses cinco filtros, garantimos ambientes e empreendimentos que trabalham a favor da longevidade do espaço e das pessoas. São projetos que envelhecem bem e garantem o bem-estar de quem usufrui dele.
No urbanismo, acreditamos que o luxo que desrespeita o entorno só funciona dentro de muros. Uma construção que empobrece o entorno já nasce com uma falha de concepção. A longevidade de um projeto depende também da saúde do território em que ele existe, da malha urbana ao redor: da infraestrutura, da vitalidade das ruas e da valorização de todo o conjunto.

Nossa assinatura nasce de um processo de investigação próprio, em que entendemos quem somos como arquitetos e o que queremos comunicar em cada criação. A essa pesquisa soma-se a pluralidade brasileira, que nos orienta a partir dos saberes ancestrais, do modernismo tropical e do brutalismo. O resultado são projetos que incorporam a herança cultural mas que são vanguardistas, brasileiros na origem e cosmopolitas na concepção.
