
A Casa Funchal nasce da vontade de criar um espaço que dialoga com a paisagem e com o tempo. O projeto parte de uma implantação cuidadosa no terreno — respeitando a topografia natural e orientando os ambientes para captar a melhor luz ao longo do dia.
Os materiais foram escolhidos pela sua autenticidade: concreto aparente, madeira cumaru e pedra natural compõem uma paleta que envelhece com dignidade, criando texturas que mudam com a luz e as estações.



O programa distribui-se em dois volumes conectados por uma passarela coberta que emoldura o jardim central. Essa separação entre social e íntimo garante privacidade sem sacrificar a fluidez — cada percurso pela casa oferece enquadramentos diferentes da paisagem.




“Quisemos que a casa fosse uma experiência de percurso — onde cada transição entre espaços revela uma nova relação com a luz e com a matéria.”



A área social abre-se generosamente para o exterior através de esquadrias de piso a teto que dissolvem o limite entre dentro e fora. A cozinha integrada ao living cria um espaço de convivência contínuo, onde a bancada em pedra natural funciona como elemento de transição.







Os quartos ocupam o volume mais reservado da casa, com aberturas controladas que filtram a luz da manhã. O banheiro da suíte principal é tratado como um espaço de contemplação — com iluminação natural zenital e revestimento em pedra que se estende do piso à parede.












